domingo, 9 de dezembro de 2018

O cãozinho morto no Carrefour e as incoerências humanas



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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Mulher entrega vida a Cristo após participar de projeto sobre vida saudável

Quando encontrou o Medida Certa, Helena achou que iria fortalecer sua saúde física, porém, o que encontrou ali, foi muito mais que isso.
Foi por meio dos vizinhos do segundo andar, Corina e Samuel Souza, que Helena e Alfredo, moradores do 5º, tiveram o primeiro contato com a Igreja Adventista. Após quinze anos de vizinhança, foi a participação em um encontro de casais que facilitou a aceitação do convite de estudar mais o que diz a Bíblia. Mas o fato de seus amigos frequentarem e terem compromissos em uma igreja distante de onde residiam, fez com que Helena encontrasse dificuldade em ir aos cultos.
Um dia, porém, a filha deste casal de amigos comentou sobre uma nova congregação adventista, que havia sido fundada naquela região. Ao andar pelo bairro de forma casual, Helena encontrou uma placa com o símbolo adventista. Mas o que lhe chamou a atenção foi um cartaz de um programa de vida saudável oferecido, chamado Medida Certa. Por curiosidade, decidiu participar.

Passo importante

Passaram-se alguns dias e lá estava Helena. Logo na entrada, foi surpreendida por pessoas que prontamente estavam disponíveis para aferir sua pressão arterial, pesar, medir e realizar teste de glicose. Depois deste atendimento inicial, ela recebeu palestras, orientações para uma vida saudável e viu o preparo de uma saborosa receita. Tudo em uma proposta de acompanhamento contínuo. “Aprendi muita coisa relacionada à saúde e fui colocando em prática aos poucos, desde receitas de pães e bolachas salgadas, até mudanças de hábitos no dia a dia, eu gostei muito”, relata.
O que mais lhe chamou a atenção mesmo, no entanto, foi o acolhimento recebido por parte daquele grupo. “Desde o primeiro dia eu decidi que iria voltar.  O carinho que a gente recebe é maravilhoso. A gente se sente em casa. É espontâneo, é uma família a qual faço parte”, salienta.
Após oito semanas, Helena completou o ciclo e se formou na primeira turma oficial do curso Medida Certa. Apesar do cronograma de aprendizado encerrar, a frequência à sua “igrejinha do Lindóia” – como chama – não parou. Ela continuou a frequentar os cultos e a se envolver de forma ativa nas programações. Também recebeu outros estudos bíblicos e acompanhamento espiritual das participantes do grupo.

 O grande dia

O batismo foi realizado durante o Concílio Anual da ACSR, mostrando Helena como fruto do Programa Medida Certa, resultado da Igreja do Jardim Lindóia, plantada este ano em Porto Alegre.
Nesta segunda-feira, 3, Helena Graefe entregou a vida a Cristo, por meio do batismo, durante um culto especial promovido em meio ao Concílio Anual da Associação Central Sul Rio Grandense (uma das sedes administrativas adventistas do Rio Grande do Sul). A história do Programa Medida Certa foi apresentada durante a reunião e, para a surpresa do grupo presente, eles puderam não apenas receber os serviços do grupo na entrada, mas conhecer a Helena, como fruto deste trabalho.
Perto do tanque batismal, Helena teve a oportunidade de chamar pessoas que haviam sido convidadas para aquele momento em específico, como seu esposo, os vizinhos do estudo bíblico, familiares e o grupo do Medida Certa, que lhe abraçou com tanto carinho.
“O trabalho feito por eles tem inspirado muita gente e nóis louvamos a Deus porque eles têm cumprido o seu papel na comunidade“, contou o pastor Marcos Júnior, líder adventista na região, em meio à ocasião.

Sobre o projeto

Programa Medida Certa une educação de vida saudável com evangelismo prático.
O Projeto Medida Certa surgiu no distrito pastoral de Costa e Silva, em Porto Alegre, e foi fundado na congregação de Jardim Lindóia. O grupo é composto por cerca de 20 pessoas, inclusive profissionais de saúde (uma médica e duas enfermeiras). A maioria, contudo, é composta por pessoas de outras áreas, mas que atuam sob orientação técnica.
Além de disponibilizar os cursos para a comunidade da igreja Jardim Lindóia, ao qual pertencem, o grupo também vai até outras regiões a fim de levar os benefícios. A van de um dos participantes foi dedicada ao projeto para efetuar o transporte do grupo. Com tal atividade, outros grupos do programa Medida Certa passam a surgir, sempre com o propósito o evangelismo em áreas de difícil acesso à abordagem tradicional da pregação do evangelho.
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Sábado da Criação reforça crença fundamental adventista

Dia leva comunidades a refletir sobre as evidências encontradas na natureza (Foto: Reprodução / A Criação)
Uma vez a cada sete dias, estima-se que entre 25 a 30 milhões de membros e convidados da Igreja Adventista do Sétimo Dia se reúnem para o culto semanal.
As reuniões ocorrem no dia mencionado pela Bíblia como sábado, o sétimo dia da semana. O motivo para isso em está em Êxodo 20:11: “Porquanto em seis dias Eu, o Senhor, fiz o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles, mas no sétimo dia descansei. Foi por esse motivo que Eu, o Senhor, abençoei o shabbath, sábado, e o separei para ser um dia santo”.
Portanto, se a observância semanal do sábado é prescrita como um memorial da semana da criação, por que os adventistas, ao redor do mundo, estabelecem um sábado específico, o “Sábado da Criação”?
A resposta se encontra na proposta de Nikolaus Satelmajer feita em 2009 em um evento para responder as celebrações do aniversário de 150 anos da publicação do livro de Charles Darwin, A Origem das Espécies. Na época, Satelmajer era secretário associado da Associação Ministerial da sede mundial da Igreja Adventista. Desde o período em que foi recomendado, o Sábado da Criação se tornou uma observância anual e parte do calendário de eventos oficiais da denominação.
“Embora nós, como cristãos, descansemos e lembremos a cada sábado, o Sábado da Criação é uma oportunidade especial para alcançarmos nossa comunidade”, reforça Timothy G. Standish, cientista do Instituto de Pesquisas em Geociências (GRI), em Loma Linda, Califórnia, Estados Unidos. O dia é “uma oportunidade para que paremos de debater, de argumentar [a respeito das origens] e comecemos a nos alegrar no que Deus fez por nós”.
Oportunidade para testemunhar
Standish, que agora dirige a iniciativa do Sábado da Criação para o GRI, diz que esse dia permite que os fiéis centrem de novo o foco no que está por trás de cada sábado semanal. “Sim, cada sábado é um ‘sábado da criação’, e é por isso que Deus o deu para nós; mas como seres humanos, é muito fácil nos distrairmos com outras coisas”, aponta.
No mundo todo, a questão da crença na evolução segue controversa, criando uma oportunidade missional para os adventistas do sétimo dia. Em 2014, o Centro de Pesquisa Pew, uma organização independente localizada em Washington, capital norte-americana, notou que na América Latina, a maioria da população na Nicarágua e na República Dominicana rejeita a evolução, enquanto que a “grande maioria” no Uruguai, Argentina, Chile e Brasil a apoiam.
Em 2017, o Pew informou a existência de uma divisão no mundo muçulmano, com alguns países favorecendo a evolução, enquanto “a maioria dos muçulmanos em lugares como o Afeganistão, Indonésia e Iraque a rejeita”. Os pesquisadores da entidade destacaram, no mesmo relatório de 2017, que os adventistas do sétimo dia ultrapassam esse número: um total de 67% dos respondentes da pesquisa do Pew que se identificaram como adventistas disseram que “rejeitam a ideia de que os seres humanos evoluíram ao longo das eras”. Apenas 30% dos protestantes, 29% dos católicos romanos e 16% dos judeus responderam da mesma forma, informou a investigação.
“O Sábado da Criação é uma oportunidade para alcançar nossas comunidades. Fomos postos aqui para compartilhar o evangelho, que diz em Apocalipse 14:6-7: ‘[…] e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas’. E somos instruídos a pregar isso “a cada nação, e tribo, e língua, e povo”, observa Standish.
Ele afirma que uma forma pela qual as pessoas podem apresentar o argumento em favor da visão bíblica das origens é focar na beleza do mundo. “Charles Darwin falou a respeito de como perdeu a capacidade de apreciar a beleza da arte, da poesia e da natureza em si devido à sua pesquisa evolutiva”, sublinha.
Observado ao redor do mundo
Durante seus nove anos de existência, a popularidade do Sábado da Criação tem crescido. Embora as observâncias iniciais tenham sido esporádicas na África Ocidental, o esforço de 2017 produziu resultados em toda a Nigéria e em outros países na região. “Mais de dez mil pessoas foram alcançadas”, pontua Oluwole A. Oyedeji, membro da comissão do GRI, e que também trabalha para a Agência de Pesquisa Geológica da Nigéria.
“A supremacia de Deus na criação e nos processos de moldar a Terra e nossa vida foram enaltecidos. Os oradores também usaram o meio ambiente em várias vizinhanças, como a atmosfera, os montes, vales, rios, cachoeiras, animais, aves, formigas e outros fenômenos naturais como exemplos”, ressalta.
Cruzando o Oceano Atlântico, os adventistas do sétimo dia em Mayaguez, Porto Rico, literalmente estavam com os olhos voltados para a tempestade, neste caso o Furacão Maria, de 2017, semanas antes da celebração. De acordo com o pastor Marco Terreros, que também serve como vice-presidente acadêmico do Seminário Adventista Teológico Interamericano, isso significou uma mudança de localidade para a observância do Sábado da Criação para o estacionamento da igreja.
Mas a falta de acomodações internas não deteve os adoradores. “A apresentação natural mais notável foi uma enorme mangueira que estava ali, bem preservada e dando sombra a mais de uma centena de membros presentes naquele dia; eles se reuniram sob sua sombra fresca e louvaram o Criador por esta provisão, tão necessária em um tempo como este”, afima Terreros.
“Não temos respostas para tudo, mas sim, temos respostas extraordinariamente boas para as questões realmente fundamentais. Não se trata de apenas discutir, trata-se de viver nossa vida enquanto aceitamos a visão bíblica, que é tão bela e maravilhosa, e assim é importante separar, de forma proposital, um tempo para ela. Foi por isso que o nosso Criador separou as horas do sábado”, garante Standish.
Para entender mais sobre o tema, veja o filme A Criação: A Terra é uma Testemunha:
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Mongólia terá seu primeiro internato adventista


O futuro internato adventista na Mongólia já está sendo construído. Foto: Reprodução do Youtube.
Há oito anos teve início a obra educacional adventista em um dos países mais frios do mundo, a Mongólia. A iniciativa partiu do casal Elbert e Cleidi Kuhn, que serviram nessa região do mundo por vários anos, e deram uma importante contribuição para pregação do evangelho.
O casal Kuhn não imaginava que a primeira escola adventista do país, iniciada em 2008, com 13 alunos, em 2018 teria alcançado a cifra de 190 estudantes matriculados, e que muito em breve contarão com um internato. Para o presidente da igreja na Mongólia, o pastor Kim Yo Ham, é uma bênção de Deus ver como a Educação Adventista prosperou no país. Além disso, acrescenta que, “seu objetivo é que a igreja continue crescendo junto com a Educação Adventista na Mongólia, e que possam chegar a ser independentes financeiramente”, isso porque no momento a igreja na Mongólia é sustentada pelas oferendas da igreja mundial.
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A igreja no país

Há 20 anos com uma igreja organizada, e com 2.700 membros adventistas batizados, o país está perto de ter um colégio com internato fora de Ulan Bator, capital da Mongólia. Foi o que relatou o brasileiro, pastor Diogo Lemos, um dos administradores da Escola Adventista Tusgal e missionário enviado pela organização religiosa da América do Sul em 2016.
Lemos deixou claro como trabalha a Educação Adventista no país: “Somos uma escola adventista reconhecida pela sede mundial dos adventistas, mas para o governo da Mongólia somos uma escola particular, independente”, explica.
Há quatro anos, a Igreja Adventista conseguiu um terreno fora da capital a fim de construir o primeiro internato adventista do país. “É um sonho iniciado há anos atrás e que estamos dando continuidade com o apoio da igreja mundial. Já foram construídos os dormitórios, o restaurante e dois pavilhões; agora só faltam serem construídas as salas e os escritórios para os professores”, menciona o pastor.
A primeira administradora da Escola Adventista de Tusgal natural do país, Ogie Otgontuya Tserenpil, graduou-se como educadora e pedagoga nas Filipinas. Diogo Lemos se emociona e derrama algumas lágrimas ao conhecer o testemunho de Ogie. “O que mais me deixou comovido foi ver Ogie desenvolvendo-se como cristã, criando autonomia espiritual. Para mim, o mais lindo e o que me anima e também a minha família a seguir adiante é ver como a igreja na Mongólia cresce”, acrescenta Lemos.

O país

Seus 3,1 milhões de habitantes têm uma alta taxa de nômades e seminômades, sendo que 90% são compostos por pessoas da etnia mongol e o restante por outras etnias. A República Popular da Mongólia é um país soberano que não conta com acesso ao mar, e se situa entre as regiões da Ásia Oriental e Ásia Central.
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Pastor Bullón - Como vencer o medo, a ansiedade e a preocupação

Pastor Alejandro Bullón apresentando as promessas bíblicas que mostram como vencer o medo, a ansiedade e a preocupação.

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ESTE DIA COM DEUS #DIA17


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domingo, 2 de dezembro de 2018

Testemunho Pr. Luis Gonçalves

Ex católico praticante (Sacristão) veja a linda história de conversão de um dos maiores evangelistas da Igreja Adventista do 7º Dia, o Pr. Luis Gonçalves, que Deus seja Louvado! Amém.



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ESTE DIA COM DEUS #DIA16


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sábado, 1 de dezembro de 2018

Câmara aprova direito de aluno se ausentar de prova por crença religiosa

sabado
Projeto de relevância para o respeito à crença religiosa teve importante avanço na tarde de terça-feira, 27. Integrantes da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovaram Substitutivo do Senado ao Projeto de Lei da Câmara 130, de 2009 (originalmente Projeto de Lei número 2.171, de 2003, de autoria do deputado federal Rubens Otoni). O texto aprovado trata da aplicação de provas e atribuição de frequência a alunos impossibilitados de comparecer à escola por motivos de liberdade de consciência e de crença religiosa. O teor será incorporado, portanto, à legislação por meio da inserção do artigo 7-A na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

Na prática, alunos da rede pública ou privada ganham um instrumento de respeito em função da sua consciência e crença. O texto prevê que seja assegurado o direito a estudantes em qualquer nível (exceto os de ensino militar) de se ausentar de prova ou aula marcada para um dia que, segundo seus preceitos religiosos, seja proibido o exercício desse tipo de atividade. Na aprovação da CCJ, estão previstas prestações alternativas como: prova ou aula de reposição, conforme o caso, realizada em data alternativa, no turno do estudo do aluno ou em outro horário agendado e trabalho escrito ou outra modalidade de atividade de pesquisa, com tema, objetivo e data de entrega definidos pela instituição de ensino.
Em 1997, o então deputado federal Marcos Vinícius de Campos já havia encaminhado um projeto com o mesmo teor, porém, segundo registros da Câmara Federal, o documento havia sido arquivado em fevereiro de 1999.
A relatora do projeto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, deputada federal Maria do Rosário, ressaltou, então, o caráter de respeito à liberdade de expressão religiosa. Ela lembrou que a Constituição Federal, no seu artigo 5º, garante que esse tipo de liberdade é inviolável e precisa ser garantido. Acrescentou, ainda, que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”.
O diretor de Assuntos Públicos da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul, pastor Helio Carnassale, ressaltou que essa foi uma importante vitória para a liberdade religiosa, especialmente no caso de milhares de estudantes que observam dias religiosos. “Muitos contribuíram para chegarmos até aqui. Quero ressaltar o empenho e apoio dos deputados Rubens Otoni, senador Pedro Chaves, deputada Maria do Rosário, além de Uziel Santana, presidente da Anajure, deputado Leonardo Quintão e de apoios recentes do deputado federal Aguinaldo Ribeiro e da senadora Daniela Ribeiro”, disse. Carnassale lembrou, ainda, o “papel do consultor parlamentar Adiel Lopes, além do advogado Vanderlei Viana e da administração adventista na América do Sul”.
A aprovação na CCJ teve caráter conclusivo, portanto não seguirá para o Plenário da Câmara, mas diretamente para ser ou não sancionada pelo presidente da República. É difícil precisar quantos alunos, por motivo de crença religiosa, serão beneficiados no Brasil com essa medida. Para se ter uma ideia, último levantamento realizado pelo Ministério da Educação apontou que, somente alunos guardadores do sábado, que prestavam o Exame Nacional de Ensino Médio, representavam em torno de 100 mil no País.
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Direito à vingança

jose-maria
Antigamente roupa suja era lavada em casa. Esse tempo (saudoso!) passou. Hoje há lavanderias públicas que, à semelhança da internet, permitem terceirizar (e publicizar) a lavagem daquelas partes de nossas vidas que não costumam ser as mais limpas. Os reality shows, que há duas décadas arrancavam suspiros de horror de quem achava baixaria expor na TV certos dramas familiares, são fichinha diante dos absurdos que circulam atualmente nas redes sociais, sem pudor, limite ou censura. Já não nos importamos tanto, exceto quando é a reputação de alguém próximo a nós que está em jogo. Às vezes nem assim.

Como se estivéssemos numa grande aldeia sem cacique nem pajé, ou seja, sem ter que prestar contas a nenhuma autoridade civil ou religiosa, com frequência levamos à praça pública, instintivamente, nossas querelas e desafetos. Ali acabamos com nossos inimigos à queima-roupa, ainda que isso, de alguma forma, represente também nossa própria destruição moral. A “ágora digital” é rápida no gatilho e sumária em seus julgamentos. Ela, alegando transparência e democracia, limita-se a “expor os fatos” (será?), deixando que cada um julgue por si mesmo, que junte as peças do quebra-cabeça, se for capaz. Lembro-me, por exemplo, do caso da adolescente que detonou o ex, publicando o impublicável na internet. Ela ainda gostava dele e só fez isso quando soube que havia “outra” no pedaço (bem, essa parte da história não foi divulgada, claro). Também me recordo dos artistas e desportistas cujos excessos do fim de semana não costumam escapar ao olhar atento dos paparazzi de plantão nem ao instinto de CSI dos fãs casualmente munidos de celulares inteligentes que, “ingenuamente”, gravam áudios e vídeos que vão parar na web.
Bisbilhotice à parte, há algo bem mais importante aqui. Fazer justiça e se vingar: duas coisas difíceis de distinguir e nas quais não gostamos de pensar. Quando você está ferido e casualmente está com a razão, por que ficar calado? Por que não veicular sua própria versão dos acontecimentos? Por que levar fama sem proveito? Por que não se defender e limpar sua barra? Por que deixar que um(a) espertinho(a) ou um poderosão acabe com você assim, “na boa”? Afinal, passividade, sangue de barata, silêncio, resignação… são “virtudes cristãs”? Certamente parte dessas questões, para lá de complexas, passou pela cabeça daquele provável marido traído chamado José. Coberto de razão, protegido por uma cultura que prezava pela honra e que, de certa forma, favorecia o homem, ele poderia ter invocado a lei que previa para sua noiva grávida uma dura penalidade. O “problema” é que ele a amava, algo que nem sequer as evidências de uma traição puderam desfazer. O segundo, digamos, “problema” é que ele tinha princípios dos quais não quis se desvencilhar, nem mesmo sob a forte pressão do ressentimento, da decepção e da iminência dos boatos maldosos de que ele certamente seria alvo. O texto bíblico diz que José, noivo de Maria, “como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente” (Mt 1:19).
Em alguns casos, o segredo é um item obrigatório da ética profissional. No caso específico de José, porém, o segredo – que não haveria de durar muito, dada a gestação de Maria – era, para ele, uma questão de princípio moral; não visava apenas à proteção de um ofício, comunidade ou círculo profissional. Era parte de sua identidade, de suas convicções e de sua fé. Ele preferia lavar a roupa suja em casa mesmo, não na lavanderia da esquina. Holofotes e outdoorsficariam só para coisas que valessem a pena! Devido à sua hombridade, ele decidiu que não a exporia. Recusou-se a ser portador e difusor de más notícias, muito embora fosse um dos principais envolvidos e, certamente, o maior afetado. Mesmo ferido, ele ainda era capaz de manifestar ternura, compaixão, simpatia (creia!), coisas que normalmente sentimos apenaspelos pecadores que nos feriram pouco ou que não nos ameaçam nem nos enfrentam abertamente. Se formos bem sinceros, veremos que nossos reclamos de justiça muitas vezes não passam de boas escusas para extravasar nossa necessidade de autodefesa. José preferiu não se defender, não se explicar nem acusar Maria, uma atitude que nos deixa… simplesmente sem palavras!
Seria certo ele agir diferente? Talvez. Há situações diante das quais não podemos nos omitir; perguntas que não podem ser devidamente respondidas com o silêncio. Dar de ombros pode ser às vezes um ato de covardia, dos mais cruéis. Por isso, a ressalva que Ellen White faz é bastante oportuna:
“É verdade que há uma indignação justificável, mesmo nos seguidores de Cristo. Quando veem que Deus é desonrado e Seu serviço, exposto ao descrédito; quando veem o inocente opresso, uma justa indignação agita a alma. Tal ira, nascida da sensibilidade moral, não é pecado. Mas os que, ante qualquer suposta provocação, se sentem em liberdade de condescender com a zanga ou o ressentimento estão abrindo o coração a Satanás. Amargura e animosidade devem ser banidas da alma, se quisermos estar em harmonia com o Céu” (O Desejado de Todas as Nações, p. 213).
Note aí as duas faces dessa moeda: justa indignação de um lado e amargura do outro. Sensibilidade moral de um lado e ressentimento do outro. Defesa da honra de um lado e animosidade do outro. Quando estamos nessa saia justa, andando pelo fio da navalha, sangrando e sofrendo, há um risco real de perdermos a harmonia com o Céu. No calor da emoção, podemos não ser capazes de tomar as melhores decisões. A passividade não é uma virtude, a paciência sim, e é preciso não confundi-las. A linha tênue e cinzenta que separa a justiça da vingança não justifica uma atitude impulsiva ou displicente, muito menos se coisas importantes estão em jogo. Cirurgias delicadas não se fazem com um facão, mas com um bisturi. É preciso clamar por sabedoria quando falta clarividência.
Abrir mão de direitos adquiridos não é uma obrigação. Perdoar também não é. É dom. É dádiva. É sinal de generosidade, de bondade. Crer que essa forma “abobalhada”, pacifista e aparentemente passiva de agir favorece a justiça, num mundo cheio de pecado e corrupção, é um ato de fé. E fé do tipo incomum. Ninguém garante que terá o efeito desejado. Talvez não tenha. Não dá para saber. José não sabia. A ética que se baseia no cálculo de probabilidades não é a ética dos princípios bíblicos, e sim a das contingências, a ética situacional. Uma vive pela fé; a outra, pela vista. E nós todos, em nossos dilemas, caímos numa dessas duas redes e assim vamos. José fez a escolha dele. Todos nós, sempre que nos decepcionarmos ou formos injustiçados, teremos que decidir também. O pano de fundo é esse. O que fizermos dirá não só daquilo que cremos, mas também de quem somos.
Júlio Leal é editor na Casa Publicadora Brasileira

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A teoria do intervalo em Gênesis 1 - Leandro Quadros

Uma teoria bastante popular diz que houve um grande intervalo entre Gênesis 1:1 e 1:2. Neste intervalo Deus teria criado os Dinossaurios e outros seres humanos. Depois Ele recriou tudo de novo. Essa teoria tem base bíblica?

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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Notícias Adventistas Mundiais - Missão com força na Highland View Academy


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