"E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará" - Jo 8:32

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Com Bíblia na mão, foragido se entrega e pede para cumprir pena


Veja abaixo, na integra, algo que foi noticiado por um importante jornal paraense. Por meio de notícias como esse podemos reconhecer o maravilhoso poder transformador do evangelho. Que Deus seja louvado pelo que fez na vida desse jovem.

Era mais uma quarta-feira (6) normal no Fórum de Marabá, sudeste paraense, quando uma cena até então nunca vista paralisou a todos no local. Segurando uma Bíblia nas mãos, um homem entrou no local dizendo que era um foragido e que queria se entregar à Justiça.
Marcondes da Silva Oliveira, de 21 anos, estava foragido do Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (CRAMA) desde o dia 21 de agosto do ano passado. Ele estava cumprindo pena após assaltar, com uma faca, duas mulheres na cidade de Canaã dos Carajás.
O jovem decidiu se entregar e cumprir o restante da pena de seis anos de reclusão a que foi condenado em julho de 2018. Marcondes deixou claro para todos os presentes no Fórum o motivo pelo qual decidiu se entregar: o homem, convencido pelo pai, aceitou Jesus e garantiu que precisa cumprir sua pena com a justiça terrena.
Marcondes foi detido e levado diretamente para uma cela, onde, junto com sua Bíblia, cumprirá o restante da pena.

A nossa oração é que esse jovem testemunhe de Jesus enquanto cumpre pena, e dessa forma possa conduzir outras para mais próximo de Cristo.

E que ao sair da unidade prisional ele possa demostra ao mundo a transformação operada por Jesus em sua vida.
Share:

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Como Foi A Morte dos Apóstolos

Share:

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Estudo Bíblico - 4/21 - OUVINDO A VOZ DE DEUS - O Plano da Salvação



Independentemente de quem tenhamos sido ou o que tenhamos feito no passado, Deus nos ama “com amor eterno”, dispondo-Se a vir ao mundo e passar pela agonia da cruz a fim de resgatar a humanidade perdida. Entretanto, muitos há que se perguntam:
“Como posso ser bom diante de Deus?” “Como posso apagar meu passado mal.?” “Como posso ser apresentado sem culpa diante dEle?” “Como posso ser salvo?”
O caminho para a vida eterna é muito fácil de ser achado e compreendido, mas poucos sabem como ir a Cristo e experimentar alegria, paz de espírito, perdão e esperança. O presente estudo mostra a resposta bíblica para uma vida cristã vitoriosa.
Share:

Estudo Bíblico - 3/21 - OUVINDO A VOZ DE DEUS - A Origem do Mal

Como harmonizar um Deus amoroso, que deu a própria vida para salvar pecadores, com a existência de doença, sofrimento e morte?
Que dizer de realidades como violência, terrorismo, roubos, assassinatos frios que acontecem todos os dias?
É Deus responsável, por tudo isso? Se não, quem é?
Share:

Estudo Bíblico - 2/21 - OUVINDO A VOZ DE DEUS - A Beleza da Criação Divina



Tudo o que existe na natureza expressa ordem, beleza, exatidão, adaptação e pressupõe um planejamento inteligente.
Observe as maravilhas naturais: o colorido e o perfume das flores, os pássaros, a teia de aranha, o brilho dos astros, a organização da colmeia, o funcionamento do corpo humano, entre outros magníficos fenômenos.
Poderia tudo isso ter surgido por mero acaso? Como disse um estudioso do passado, “este relógio não poderia funcionar sem um relojoeiro”.
Essa é a verdade que a Bíblia afirma, como veremos no presente estudo.
Share:

Estudo Bíblico - 1/ 21 OUVINDO A VOZ DE DEUS - A Bíblia Sagrada



Muitos escritores antigos escreveram sobre diversos assuntos e impactaram o mundo de uma forma bastante abrangente, porém nenhum deles conseguiu um feito tão notável como o de ter seus escritos perpetuados e multiplicados ao longo das eras.


Hoje, como nunca antes ela é um livro muito popular e massivamente disseminado, isso é uma evidência inquestionável de sua origem divina.
A Bíblia começou a ser escrita à cerca de 4 mil anos atrás, ela demorou ao todo 1.600 anos para ser compilada e concluída como a conhecemos hoje, com 66 livros, 39 no velho e 27 no novo testamento.
Share:

sábado, 2 de fevereiro de 2019

10 Dias de Oração - 2019

10-dias-de-oracao


Data

De 14 a 23 de fevereiro de 2019

O Projeto

Os 10 dias de Oração é um movimento para que milhões de pessoas mudem sua rotina e, durante dez dias, dediquem mais tempo à oração por motivos específicos e um dia para o jejum. O projeto que acontece em 2019 dos dias 14 a 23 de fevereiro,  é coordenado pela sede da Igreja Adventista do Sétimo Dia em oito países sul-americanos por meio do Ministério da Mulher. A hashtag oficial da campanha é #10diasdeoracao.

Como participar

Há basicamente três maneiras bem simples. A primeira delas é orar pessoalmente todos os dias por essas razões apresentadas logo na primeira hora da manhã.
Outra maneira é participar, em alguma Igreja Adventista, de cultos especiais que geralmente são realizados durante essa semana e principalmente no sábado, dia 23 de fevereiro, quando em muitas congregações haverá uma celebração especial. (Para encontrar a igreja mais próxima da sua casa, basta acessar www.encontreumaigreja.com.br).
E a terceira maneira de se envolver é no ambiente digital. Compartilhe os conteúdos nas suas redes sociais e se engaje em promoções virtuais.

Temas 2019

Seguindo a temática desse ano, são estes os motivos sugeridos para oração e estudo da Bíblia

1. Reavivamento pessoal

2. Reavivamento da minha família

3. Solteiros, pelo reavivamento dos pais; casados, pelo reavivamento do cônjuge e dos filhos

4. Meu testemunho pessoal no local de trabalho ou estudo

5. O reavivamento da liderança da minha igreja

6. Reavivamento dos irmãos da minha igreja

7. Em favor de alguém doente e que precisa de um milagre

8. Em favor de pessoas que precisam voltar para Deus e para a igreja

9. Em favor do(s) pastor(es) da minha igreja

10. Reavivamento pessoal

Programação do Sábado: Jejum

Em grande parte dos mais de 25 mil templos dos 8 países atendidos pela Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista haverá um dia especial com muitas atividades.

Nessa data, a mensagem bíblica, o louvor e toda a programação será coordenada de maneira a levar as pessoas a refletir mais sobre a importância da oração com propósitos definidos. Será um dia em que muitos membros e amigos visitantes serão incentivados a se manter em jejum por 10 horas. Algumas igrejas promovem um Jejum frugal com frutas da época.

Atividade ao ar livre

Claro que sim. Uma ideia que já foi adotada em algumas regiões é a da Tenda de Oração. Os coordenadores costumam montar uma tenda em um local público de grande concentração de pessoas e ali oferecem “gratuitamente” orações em favor da comunidade, além de livros e revistas com mensagens bíblicas inspiradoras. Essa pode ser uma maneira diferente de abordar pessoas que estão com problemas emocionais, físicos ou espirituais e que talvez não se sintam motivadas a procurar uma igreja. Além dessa, pode ser feita uma caminhada de oração.


Saiba mais em:
Share:

sábado, 26 de janeiro de 2019

Bíblia Missionária traz conteúdo em realidade aumentada e outros recursos para facilitar o ensino individual e coletivo das Escrituras

Imagem relacionada

Você vai à casa de um irmão da igreja. Ali encontra familiares e amigos dele que não são adventistas. Vocês começam a conversar sobre os problemas de cada um e, espontaneamente, o assunto acaba em religião. Deus parece soprar em seu ouvido que aquele encontro pode se transformar numa reunião de pequeno grupo. Depois de retrucar mentalmente, você ouve a resposta divina: “Sim! Aqui e agora!”
Imediatamente você toma sua Bíblia Missionária e procura no índice um roteiro de encontro para pequeno grupo com um tema adequado para o momento. Após ler para os presentes o texto bíblico introdutório, você faz as perguntas para discussão e reflexão. As pessoas opinam e perguntam. Você termina o encontro orando pelas necessidades de cada um. Na prática, ocorreu uma reunião de pequeno grupo de amigos para estudar a Palavra de Deus.
No fim do encontro, alguém procura você e revela ter curiosidade sobre o livro do Apocalipse. Você não é um especialista em profecias, mas não se intimida e oferece para ele o curso bíblico “Apocalipse: Revelações de Esperança”. Mesmo sem ter muito conhecimento prévio sobre o assunto, você entrega a ele regularmente uma lição impressa do curso e complementa o conteúdo com base nas informações adicionais da Bíblia Missionária. Basta ler a primeira pergunta de cada lição nas duas últimas páginas da Bíblia Missionária, procurar a passagem indicada, e ler a nota explicativa junto à passagem e a próxima pergunta do estudo.
Por causa de sua linguagem simbólica, nada melhor do que estudar o Apocalipse com a ajuda de recursos visuais. Por isso, você toma um smartphone, baixa gratuitamente o aplicativo Apocalipse RA (para Android e iOS, no Google Play e App Store, ou em apocalipse.com/app), e, por meio desse recurso, mira a câmera do celular nos desenhos quadriculados que estão no guia de estudo do aluno e na Bíblia Missionária. Por meio da tecnologia de realidade aumentada, vocês veem pela tela do smartphone, em animações em 3D, os anjos tocando trombetas, o santuário celestial, a cidade santa e as bestas do Apocalipse, além de outras visões detalhadas no estudo. Se seu amigo faz uma pergunta difícil, também não é problema. Há no material notas esclarecendo as passagens de interpretação mais controvertida.
Bíblia Missionária é leve e fácil de manusear (mede 14 × 21 cm), e está disponível em capa dura ou flexível (luxo). Os cursos bíblicos “Ouvindo a Voz de Deus” (com 27 lições sobre temas doutrinários) e “Apocalipse: Revelações de Esperança” (versão reformulada, com 21 lições, do experimentado “Seminário Revelações do Apocalipse”) estão dispostos em cadeia ao longo da Bíblia. Roteiros para reuniões de pequenos grupos, notas sobre textos controvertidos, diagramas, tabelas, mapas e cronologia complementam os recursos do material.
Enfim, nunca foi tão fácil instruir seus amigos e familiares com base na Bíblia e “apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da Verdade” (2Tm 2:15).
Escrito por:
FERNANDO DIAS é pastor e editor dos livros de Ellen G. White na CPB. Ele foi um dos editores da Bíblia Missionária
(Resenha publicada na edição de janeiro de 2019 da Revista Adventista)
Share:

O contexto bíblico do 666 - As atitudes e entidades por trás do código

Resultado de imagem para 666
É bem antiga a interpretação do significado do número 666 pelo método chamado gematria. A aplicação do número ao alegado título papal “Vicarius Filii Dei” foi originalmente proposta por Andreas Helwig (1572-1643), em sua obra Antichristus Romanus, publicada em 1602. Muitos cristãos têm convicção da coerência dessa “exegese”. Além disso, protestantes históricos, desde os primeiros reformadores, relacionaram a entidade revelada por meio da metáfora do anticristo e da besta ao papado em sua trajetória perseguidora durante a Idade Média e no fim dos tempos, como o pretenso “substituto do Filho de Deus” (ver Robert O. Smith, More Desired than Our Owne Salvation: The roots of Christian zionism [Nova York: Oxford University Press, 2013], p. xxxv; Carl P. E. Springer, Luther’s Aesop [Kirksville, MO: Truman State University Press, 2011], p. 168. Antony C. Thiselton, 1 and 2 Thessalonians Through the Centuries [Malden, MA: Wiley-Blackwell, 2011], e-book).
No entanto, muitas questões surgem diante dessa interpretação. Primeiro, a palavra traduzida por “calcular” é o verbo grego psephizo, que tem o sentido de “contar” e “calcular”, mas também de “descobrir”, “interpretar” e “vir a conhecer” (Timothy Friberg, Barbara Friberg e Neva F. Miller, Analytical Lexicon of the Greek New Testament [Victoria, British Columbia: Trafford Publishing, 2005]). Ademais, outros nomes e títulos têm sido apontados como resultando em 666 por meio da gematria. Soma-se ainda o fato de que não há nada parecido em toda a Bíblia, nem em Daniel nem nos outros profetas. As metáforas ou símbolos deles não dependem de um cálculo numérico a partir de um nome ou título. Quando relatam visões, os profetas não usam códigos secretos, mas símbolos e metáforas, todos extraídos do contexto bíblico. Por fim, a aplicação do número a uma única entidade na história ignora que o 666 é mencionado em relação à besta em sua fase posterior à cura da ferida mortal, sendo algo ainda futuro. É importante destacar também que o número é da besta como um todo e não de uma de suas cabeças, aquela ferida em 1798.
Diante dessas considerações, diferentes autores têm se debatido em busca do verdadeiro significado do 666 (ver Beatrice S. Neall, The Concept of Character in the Apocalypse with Implications for Character Education [Washington, DC: University Press of America, 1983]; G. K. Beale, The Book of Revelation [Grand Rapids, MI: Eerdmans, 2013]; e Craig R. Koester, Revelation [New Haven: Yale University Press, 2014]). O objetivo deste artigo é discutir o tema com mais atenção ao contexto bíblico. A proposta é ver o relato acerca da imagem da besta e do número 666 (Ap 13:11-18) como parte de um contexto maior em que o capítulo 14 deve ser considerado, tanto quanto a primeira parte do 13. Ao mesmo tempo, também se busca no contexto bíblico as referências dessa visão de João. Nesse sentido, a pergunta é: Quais textos das Escrituras se refletem nessa visão e como nos ajudam a entender o que o apóstolo tinha em mente com o número 666?
CONTEXTO NO APOCALIPSE
O mais natural na interpretação da imagem da besta é vê-la como uma aliada da primeira besta e do dragão, formando a trindade do mal. Esses símbolos representam inimigos do povo da aliança, os quais o perseguem em diferentes fases da história. No tempo de Cristo, o império romano era o poder opressor dos judeus, e foi pela mão de soldados romanos que ­Cristo foi crucificado (cf. Ap 12:4; 2:9-10, 13). Durante a Idade Média, os cristãos foram perseguidos por 1.260 anos por uma entidade representada nesses mesmos símbolos (12:6, 14; 13:5, 7). E no tempo do fim são previstas intolerância e perseguição por parte desses poderes e seus aliados (12:17; 13:11-18).
No entanto, se nos detivermos em Apocalipse 12 e 13 para tratar dos símbolos ali descritos, poderemos ter apenas um contexto parcial das visões e enfrentaremos dificuldades ao lidar com o número 666. Diante dos desafios, a tendência é isolar o símbolo de seu contexto e ir para fora do texto bíblico em busca de significados possíveis. É preciso enfatizar que esse é um método impreciso. Os símbolos bíblicos só encontram sua correta interpretação dentro do contexto bíblico.
A proposta então é estender a perícope de estudo até Apocalipse 14:12. O motivo são as conexões claras entre os dois capítulos. O capítulo 13 diz que a “marca” da besta é colocada sobre a “mão” e a “fronte” das pessoas (13:16); o 14 começa com a visão dos 144 mil, que têm o nome de ­Cristo e de “seu Pai” sobre sua “fronte” (14:1). No capítulo 13, a segunda besta impõe a “marca da besta”; a terceira mensagem no capítulo 14 adverte contra a “marca da besta”, numa clara continuação do tema. Além disso, é preciso notar a conexão entre Apocalipse 13 e o Pentateuco. O capítulo 13 diz que a terra e seus habitantes “adoram” a besta e o dragão (v. 4, 8, 12, 15); já o 14 traz o apelo do primeiro anjo para adorar o Criador que fez o “céu, e a terra, e o mar”, numa alusão a Gênesis 1 e 2 e Êxodo 20. Por fim, o capítulo 13 usa as palavras “fôlego” (pneuma) e “imagem” (eikon) para descrever a ressurreição da besta, e nisso também faz alusão ao relato da criação, quando pneuma (fôlego de vida) é assoprado para fazer Adão à “imagem” e “semelhança” de Deus (Gn 2:7; 1:27, 31). Assim, as visões de Apocalipse 13 e 14 estão interligadas e fazem referência ao relato da criação em Gênesis 1 e 2 e a Êxodo 20.
Com essa intertextualidade entre Apocalipse 13 e 14 e Gênesis 1 e 2 encontramos uma importante pista para a interpretação do significado do número da besta, que é dito ser “número de homem” (Ap 13:18). O contraste entre o “número de homem” (13:18) e o “selo de Deus” (7:2; 14:1) também retoma a criação, quando o Deus criador e o homem criatura estão juntos no dia de sábado (Gn 2:1-3; Êx 20:8-11). No livro Secrets of Revelation: The Apocalypse through Hebrew eyes (Review and Herald, 2002, p. 118), Jacques Doukhan diz que a tradição bíblica associa o número seis ao homem desde sua criação, no sexto dia, e que isso está implicado na frase “número de homem” (Ap 13:18).
DESCANSO E PLENITUDE
O relato de que Deus descansa no ápice de Sua criação (Gn 2) vem logo após a informação de que Ele criou o homem “à Sua imagem” (1:26). Isso indica que o autor de Gênesis considera o descanso de Deus no sétimo dia à luz do tema da criação do homem à “imagem de Deus” no sexto dia. O objetivo é ensinar que o homem cultiva sua semelhança com Deus ao entrar com o Criador no descanso do sétimo dia. Gregory Beale afirma: “A humanidade foi criada no sexto dia, mas sem o sétimo dia de descanso Adão e Eva estariam incompletos e imperfeitos” (The Book of Revelation, p. 724).
De fato, ao imaginarmos o sétimo dia da semana da criação, podemos atestar a imagem e semelhança entre Deus e o homem à luz do tema do descanso. Toda a natureza seguia seu curso normal ao entrar no sétimo dia. Contudo, Deus e o homem pararam a fim de descansar e contemplar. A natureza é incapaz de parar e descansar por que não foi criada à imagem de Deus.
No entanto, com o pecado, as pessoas resistem a entrar no descanso divino, por causa de incredulidade e desobediência (Sl 95:11; Hb 3:11, 18, 19). Nesse caso, aqueles que se recusam a entrar no sétimo dia do descanso de Deus indicam, com isso, que não se consideram parte da imagem divina, mas parte da natureza, que não altera seu ritmo ao entrar no sábado. O autor de Hebreus usa o tema do descanso ­sabático em referência ao santuário. Mas o que é o ­sábado senão um santuário, em que se entra ou se deixa de entrar? Que a entrada no descanso divino aproxima o homem do Criador é bem atestado pelo autor de Hebreus: “Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das Suas” (Hb 4:10).
Seguindo esse raciocínio, podemos dizer que, na semana da criação, avançar do sexto dia (o dia do homem) para o descanso do sétimo dia (o dia de Deus) é aceitar que fomos criados à imagem divina e que não viemos à existência por nós mesmos. A incredulidade referida em Hebreus consiste em não aceitar nossa origem divina por não entrar no descanso, referido com a linguagem do sábado. No entanto, quando o homem entra no descanso de Deus, ele se identifica com o Criador e deixa de ser parte da natureza para ser parte do ­círculo da divindade, como criatura que reflete a “imagem” e “semelhança” de Deus, atingindo a plenitude.
Nessa linha de pensamento, João pode ter empregado o número seis no Apocalipse como uma referência ao dia da criação do homem, mas fazendo menção ao homem que resiste a entrar no descanso de Deus, permanecendo assim na incompletude.
A ideia de incompletude referida pelo número seis no Apocalipse é bem clara. No sexto selo, sexta trombeta e sexta praga, o plano da salvação não está completado, e só se consuma quando se avança para o sétimo elemento. O “silêncio” do sexto selo (Ap 8:1), as “grandes vozes” celestiais da sétima trombeta (11:15) e o “está feito” da sétima praga (16:17) indicam o estado de plenitude a que chega a obra divina quando se avança do sexto para o sétimo elemento. “O sétimo em cada série no Apocalipse retrata a consumação do reino de Cristo. Cada série é incompleta sem o sétimo elemento” (The Book of Revelation, p. 722).
A MARCA E O SELO
João afirma que o selo divino é colocado sobre os “servos do nosso Deus” (Ap 7:3; 14:1). A palavra “selo” nesses versículos traduz o termo grego sphragis, o qual indica um meio ou instrumento de “autenticação”, “certificação”, “confirmação” e “reconhecimento” (Analytical Lexicon of the Greek New Testament). Nesse caso, o selo não é algo imposto, mas apenas uma forma de confirmar e certificar algo que é intrínseco, próprio do caráter e da escolha individual. Os servos de Deus já são servos antes do selo (Ap 7:3). Eles têm feito sua opção de servir ao Senhor e de ­adorá-Lo como Criador. Por isso têm o “selo” ou o “nome” divino em sua fronte (7:3; 14:1). O selo é algo que pode ser visto; é evidenciado na atitude dos servos de Deus em entrar no descanso divino no sétimo dia.
Por outro lado, o restante da humanidade, que não adora o Criador nem proclama a si mesmo como parte da criação à imagem e semelhança divina, recebe a “marca da besta” (Ap 13:17). A maioria das versões bíblicas traduz esse texto indicando que as pessoas recebem “a marca, o nome da besta ou o número do seu nome” como se fossem três coisas semelhantes. No entanto, o chamado Códex Alexandrino traz outra leitura (Revelation of Jesus Christ, p. 425). Literalmente, essa versão diz que as pessoas recebem “a marca, que é o nome da besta ou o número do seu nome” (Ap 13:17, NVI). Essa tradução se ajusta melhor ao contexto, ao indicar que a “marca” é uma forma de identificar aqueles que têm desenvolvido em si mesmos o “nome” ou o “número” da besta. “Nome” e “número” são indicativos do caráter dessas pessoas em sua associação com o dragão e a besta, inimigos de Deus, os quais não aceitam sua origem como criação divina.
A palavra grega usada para “marca” é káragma, que indica “marca ou carimbo feito por gravura, impressão, marcação”, em geral para marcar animais e escravos (Analytical Lexicon of the Greek New Testament). Enquanto o selo é uma autenticação de algo voluntariamente aceito, a marca é algo imposto como resultado de conformidade ou submissão. Assim, no contexto de Apocalipse 13 e 14, os “selados” são aqueles que assumem sua origem como “imagem” de Deus porque entram em Seu descanso e, assim fazendo, O adoram como Criador (Ap 14:7). Os “marcados” são aqueles que não assumem nem cultivam sua semelhança com Deus e, assim fazendo, não O reconhecem nem O adoram como Criador.
O ESPÍRITO DO ANTICRISTO
A resistência em adorar o Criador corresponde, portanto, a resistir em avançar da condição humana de número seis e ascender para o sete da perfeição. No entanto, a resistência a ser criatura divina e a entrar no descanso de Deus não é uma atitude final. Aqueles que não admitem sua filiação com Deus vão necessariamente tentar ocupar o lugar de Deus, no sentido de substituí-Lo. Com isso, assumem o espírito do anticristo, desejando colocar-se em lugar de Deus.
Sendo uma Trindade perfeita, Deus pode ser designado com a repetição tríplice do sete. Por outro lado, a trindade satânica (dragão, besta e falso profeta), sendo uma imperfeita contrafação da ­Divindade, seria designada com a repetição ­tríplice do seis, o que indica uma intensificação da incompletude (The Book of Revelation, p. 722).
Nesse caso, o número 666 pode indicar a tentativa repetida e frustrada por parte do diabo, da besta e do falso profeta em ser como o Deus perfeito, associado no Apocalipse ao número sete. Essa mesma tentativa é seguida por todos aqueles que não admitem sua origem divina. Por isso, eles têm o “nome” ou o “número” da besta. Assim, o número 666 pode ser visto como a “acumulação ou repetição tríplice do número seis”, da recusa insistente em assumir a própria identidade como imagem divina (Alan F. Johnson, Revelation [Grand Rapids, MI: Zondervan, 1981], p. 535).
O dragão, a antiga serpente, foi o primeiro a fazer essa investida. Ele recusou a se submeter a Deus como parte de Sua criação e não O glorificou como Senhor. Em seguida, desejou ocupar o lugar de Deus: “Eu subirei ao Céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is 14:13, 14). “Semelhança” aqui não indica afinidade, mas concorrência e substituição. Lúcifer queria assentar-se no santuário celestial, em lugar de Deus. Na sequência, ele disse a Eva: “Você será como Deus” (Gn 3:5), levando-a a imitá-lo em sua ofensiva fracassada.
Quando ergueu a estátua de ouro com 60 côvados de altura e seis de largura (­Dn 3:1), Nabucodonosor estava empreendendo a mesma tentativa de ocupar o lugar de Deus. O Senhor havia revelado que a cabeça de ouro da estátua do sonho representava Babilônia em sua fase na história (Dn 2:38, 39), e que por fim viria o reino de Deus (Dn 2:44). Entretanto, com uma estátua toda de ouro, o rei quis indicar que seu reino cobriria toda a história e não permitiria a chegada do reino de Deus. Nisso, ele exibia o mesmo espírito ou “nome” do anticristo.
A besta, ao imitar o dragão, faz a mesma investida. Ela pretende ser semelhante a Deus, no sentido de estar no lugar Dele, daí o pretenso título de “substituto do ­Filho de Deus”. Por isso, a respeito dela se indaga: “Quem é semelhante à besta?” (Ap 13:4), como se ela fosse superior a todos, incluindo Deus. Quando João diz que os ímpios têm a “marca” da besta, está dizendo que eles têm o mesmo caráter dela, ou seja, compartilham com ela e com o dragão o desejo de querer ocupar o lugar de Deus, tentando ser “semelhantes” a Ele, no sentido de concorrência e substituição.
Nessa linha, Beatrice S. Neall afirma que “o número 666 representa a recusa humana de ascender para o sete, de dar glória a Deus como Criador e Redentor”. Ele “representa o homem exercendo a soberania em lugar de Deus, o homem conformado à imagem da besta em lugar da imagem de Deus” (The Concept of Character in the Apocalypse, p. 154).
O nome e o número da besta, portanto, não são exclusivos dela. Ela os obteve ao se identificar com o próprio Satanás em sua campanha de tentar ser semelhante a Deus. A finalidade da besta é impor esse “nome” e “número” a toda humanidade. O dragão levou Eva a desejar ser “semelhante” a Deus, no sentido de concorrência e substituição. Ao partilhar da investida do dragão, a primeira mulher perdeu sua identidade com o Criador e se tornou a primeira pessoa a demonstrar um caráter associado ao nome e ao número da besta. Contudo, depois teve a oportunidade de se arrepender.
O 666, nessa perspectiva, aponta não a uma entidade única, mas a uma atitude de incredulidade e rebeldia compartilhada pelo dragão, a besta, o falso profeta e por todos aqueles que não recebem o selo de Deus, por não entrarem em seu descanso, com todas as implicações nisso envolvidas.
A suprema realização do ser humano não consiste em negar o Criador e tentar substituí-Lo, mas em avançar da condição do número seis (número de homem) para a plenitude do sete (o número divino). Entrar no descanso de Deus é assumir nossa identidade como filhos criados à imagem e semelhança divina. Todos aqueles que ­cultivam essa identidade recebem o selo do Deus vivo, preparando-se para estar com o Cordeiro sobre o monte Sião. 
Escrito por:
VANDERLEI DORNELES, doutor em Comunicação, é coordenador de pós-graduação na Faculdade de Teologia do Unasp, campus Engenheiro Coelho (SP)
Share:

Pedal missionário - Ministério iniciado em 2018 já reúne 454 ciclistas do Brasil, Argentina e Estados Unidos

Resultado de imagem para ciclistasEm 2018, a produção de bicicletas no Brasil cresceu 49,8% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares. A estatística reflete o aumento do número de adeptos do transporte sobre duas rodas no país.
Além de movimentar o mercado ciclístico, essa tendência tem criado oportunidades para o ministério Seven Bikers, que nasceu em fevereiro por iniciativa do ciclista Heber Girotto, de Hortolândia (SP). Ele decidiu utilizar os passeios com os amigos nos fins de semana como um meio de evangelizar. “Um dos nossos principais objetivos é fortalecer a amizade e oferecer àqueles com quem entrarmos em contato uma experiência de vida com Cristo”, ele explica.
Apesar de ter começado há pouco tempo, o grupo cresceu e conquistou ciclistas de outros lugares, formando uma rede que já envolve pessoas de 29 cidades espalhadas por oito estados brasileiros, além de participantes da Argentina e dos Estados Unidos.
Lanei Poll foi um dos primeiros a se conectar com o projeto. Ele já pedalava com um grupo de amigos semanalmente em Jundiaí (SP) e ficou interessado em conhecer o ministério Seven Bikers depois de ouvir Sérgio Simonato, colega de pedal, falar sobre a iniciativa.
Também foi por meio de Sérgio, membro da igreja em Indaiatuba, que Júlio Vieira, outro ciclista do interior de São Paulo, passou a integrar o ministério. “O grupo crescia a cada semana e isso me fazia querer ir à igreja para encontrá-los”, relata. Com o tempo, ele também se interessou pela mensagem adventista e passou a frequentar a Escola Sabatina. Depois de estudar a Bíblia, o ciclista decidiu ser batizado no mês de julho. Hoje ele lidera um grupo de 84 integrantes do Seven Bikers em Indaiatuba.
NOVOS PROJETOS
Considerada pela ONU um dos meios de transporte mais sustentáveis do planeta, a bicicleta é utilizada por cerca de 7% dos brasileiros, como revelou uma pesquisa sobre mobilidade urbana realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O mesmo levantamento mostrou que o Brasil tem mais bicicletas que carros.
Atento a essa tendência, o ministério dos ciclistas adventistas tem buscado atrair essa parcela representativa da população que pedala por hobby ou que usa esse meio de transporte no dia a dia. As metas são ousadas. “Queremos ser a maior rede de ciclistas ao redor do mundo, impactando a vida das pessoas e de comunidades em que o acesso do evangelho sem a bike é restrito”, afirma Lanei Poll, que hoje é responsável pela divulgação do projeto.
Para que o ministério funcione de maneira organizada, cada participante é incentivado a realizar um cadastro e a emitir a carteirinha de identificação que traz dados do ciclista e da bicicleta, o que também é uma medida de segurança. O site oficial do ministério (sevenbikers.com.br) também informa como fazer parte do grupo ou estabelecer um núcleo do Seven Bikers na igreja local, além de oferecer a opção de downloads de estudos bíblicos personalizados. O próximo passo será lançar um aplicativo com funções específicas para evangelismo sobre duas rodas.
Escrito por:
SABRINA TAVARES GIROTTO é estudante de Jornalismo
(Texto publicado originalmente na edição de janeiro de 2019 da Revista Adventista)
Share:

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Lições da vida de João Batista

João Batista batizou Jesus antes do inicio de seu ministério público (Foto: Reprodução / YouTube)
“Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor, preparando-lhe os caminhos, para dar ao seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo dos seus pecados, graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas, para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz. O menino crescia e se fortalecia em espírito. E viveu nos desertos até ao dia em que havia de manifestar-se a Israel” (Lucas 1:76-80).
Em meus cultos diários, além de estudar a Bíblia e a lição da Escola Sabatina, também me aprofundo nos escritos de Ellen G. White. E foi nesse estudo detido, detalhado, minucioso, que eu me deparei com o décimo capítulo do Desejado de Todas as Nações, intitulado A Voz do Deserto. Fiquei impressionado com a personalidade e o caráter de João Batista. Por isso, quero partilhar com você algumas das características que encontrei na pessoa dele.
ELE ERA SANTO
João Batista foi chamado para ser o mensageiro de Jeová. Ele deveria “imprimir” nas pessoas uma “nova direção aos pensamentos”. Ele “devia impressioná-las com a santidade dos reclamos divinos”. Ora, se ele fora chamado para exercer uma obra de santidade, então ele próprio deveria ser santo. João Batista era um santo homem de Deus.
Como filhos de Deus, temos que ser santos. Sabe por quê? “Porque precisamos ser um templo para a presença de Deus”. Ser santo significa ser consagrado a Deus, dedicado a Deus, viver com uma conduta coerente com Deus, que nos convida a sermos santos. Nesse sentido, ser santo não é uma consecução, mas um estado: quando Deus me chama para uma obra, Ele me santifica; me escolhe; me separa; me dedica a Ele.
Você é santo(a)?
ELE ERA DISCIPLINADO
“Ao tempo de João Batista, a cobiça das riquezas e o amor do luxo e da ostentação se haviam alastrado. Os prazeres sensuais, banquetes e bebidas, estavam causando moléstias e degeneração física, amortecendo as percepções espirituais, e insensibilizando ao pecado”. As pessoas viviam como queriam, e quem quisesse ser diferente, quem quisesse viver a vontade de Deus, precisava dominar “os apetites e as paixões”. Para poder viver a expectativa de Deus, João Batista aprendeu a “dominar suas faculdades”. Dessa forma, ele foi capaz de se manter inabalável na sociedade, tão inabalável “como as rochas e montanhas do deserto”.
João Batista era disciplinado. Ele tinha um caráter firme, decidido, focado. Nada era capaz de distraí-lo da missão que tinha.
Como filhos e filhas de Deus, precisamos ser disciplinados: firmes, decididos, focados, inabaláveis como as rochas. Indisciplinado é alguém desorganizado, bagunçado, que não tem hora pra nada. Disciplinado é alguém organizado, metódico, sistemático.
Você é disciplinado(a)?
ELE ERA REFORMADOR
Diante da bagunça, da licenciosidade e da permissividade de seus dias, “João Batista devia assumir a posição de reformador. Por sua vida abstinente e simplicidade de vestuário, devia constituir uma repreensão para sua época”.
Note que diante de uma sociedade desregrada, João Batista não fez campanha, projeto ou movimento; não fez cartaz, propaganda ou marketing. Ele era a campanha; ele era o projeto; ele era o movimento; sua vida era seu discurso. Antes mesmo de pregar o que as pessoas deveriam abandonar, ele já demonstrava em sua vida a mudança que deveria ocorrer. Antes mesmo de pregar como as pessoas deveriam viver, ele já demonstrava em sua vida o modo correto de vida.
Ser reformador significa mostrar na vida as mudanças que queremos que ocorram na igreja e na sociedade; ser reformador significa repreender os maus comportamentos com o poderoso sermão de uma vida pautada pela vontade de Deus.
Você é um(a) reformador(a)?
ELE ERA ESTUDIOSO
João Batista tinha um discurso poderoso, tanto na forma quanto no conteúdo. Sim, sua pregação tinha conteúdo sólido. E onde ele estudou? O que ele estudou?
(1) João Batista não estudou nas escolas de teologia da época porque estas não o ajudariam a se preparar para cumprir a missão que ele tinha; os professores de teologia dessas escolas não eram confiáveis;
(2) ele foi ao deserto, local literal e simbólico, que lembra isolamento e concentração;
(3) os temas que estudou foram: a natureza e o Deus da natureza.
Além disso, Ellen G. White ressalta que “João encontrou no deserto sua escola e santuário”. O que ele fazia no deserto? No deserto, “sozinho, no silêncio da noite, [João Batista] lia a promessa feita por Deus a Abraão, de uma semente tão inumerável como as estrelas. A luz da aurora, dourando as montanhas de Moabe, falava-lhe dAquele que havia de ser “como a luz da manhã quando sai o Sol, da manhã sem nuvens”.
João Batista tinha um deserto literal, e nele tinha uma experiência de intenso aprendizado. No deserto, João Batista bebia da fonte do conhecimento.
Você e eu precisamos ter nosso “deserto”, que seja nossa escola e nosso santuário; nossa escola para fortalecer nosso intelecto, e nosso santuário para fortalecer nossa fé. Você tem seu “deserto” de aprendizado? Pode ser seu escritório em casa, no trabalho ou algum outro lugar. Você precisa ter um local onde diariamente possa ler, estudar, aprofundar e escavar a verdade.
Você é estudioso(a)?
ELE ERA SOCIÁVEL
Pelo que comentamos até aqui, pode parecer que João Batista era um alienado, um ermitão. Nada disso. Ellen White escreve que “A vida de João [Batista] não era […] passada em ociosidade, em ascética tristeza, em isolamento egoísta. [Ele] ia de tempos a tempos misturar-se com os homens; e era sempre observador interessado do que se passava no mundo. De seu quieto retiro, vigiava o desdobrar dos acontecimentos. Com a iluminada visão facultada pelo Espírito divino, estudava o caráter dos homens, a fim de saber como lhes chegar ao coração com a mensagem do Céu”.
João Batista tinha uma personalidade interessantíssima, que misturava estilo introvertido e extrovertido. Em sua introversão, passava longo tempo no deserto; em sua extroversão, se misturava com as pessoas.
A vida de João Batista, entre o deserto e as multidões, é um tremendo puxão de orelhas nas pessoas que pensam que a vida cristã se resume a morar nas montanhas, e de lá ficar criticando meio mundo. Preste atenção ao que Ellen G. White registrou: “Os que buscam esconder sua religião […] ocultando-a dentro de muros de pedra, perdem valiosas oportunidades de fazer o bem. Por meio das relações sociais, o cristianismo se põe em contato com o mundo”.
A vida de João Batista, entre o deserto e as multidões, é uma tremenda inspiração.
Você é sociável?
ELE ERA SINGULAR
João Batista era singular, único. Mas sua singularidade, em vez de torná-lo alguém estranho, esquisito, o tornava alguém atrativo. Ellen G. White afirma que “o singular aspecto de João fazia a mente dos ouvintes reportar-se aos antigos videntes. Nas maneiras e no vestuário, assemelhava-se ao profeta Elias. Com o espírito e poder deste, denunciava a corrupção nacional, e repreendia os pecados dominantes. Suas palavras eram claras, incisivas, convincentes. Muitos acreditavam que fosse um dos profetas ressuscitado. Toda a nação se comoveu. Multidões afluíam ao deserto”.
Ser singular significa ser diferente, inigualável, incomparável. Nós não devemos ser mera cópia de outro. Nós somos especiais, não a ponto de sermos excêntricos, bizarros, mas a ponto de sermos ímpares e sui generis.
Você é singular?
ELE ERA UM PREGADOR ENTUSIASTA
João Batista era um pregador poderoso e entusiasta. Os antigos compreendiam a palavra entusiasmo como se referindo a alguém inspirado ou possuído pela presença de Deus. Assim, o entusiasta seria alguém que tinha Deus. E João Batista certamente tinha Deus. Ellen G. White escreve que ele falava palavras que tocavam fundo no coração das pessoas, e ao ouvi-lo, as multidões reagiam com convicção, a ponto de perguntarem: “E agora, que faremos?” E ele respondia: “Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira” (Lucas 3:10, 11). E advertia os publicanos contra a injustiça, e os soldados contra a violência.
Quando você pregar, faça-o com tal poder e entusiasmo que as pessoas sintam o desejo de se entregar a Deus e mudar de vida.
Você é um(a) pregador(a) entusiasta?
ELE ERA HUMILDE
João Batista adquiriu reconhecimento, fama, boa reputação. Mas ele sempre se manteve humilde. Isso é bem ilustrado por estas palavras de Mateus 3:11: “Eu batizo vocês com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de carregar as sandálias. Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo”.
João Batista sabia quem ele era, mas também sabia quem não era. Ele era humilde. Humildade é a virtude que nos dá o sentimento de nossa fraqueza e limitações. Humildade é modéstia. Ser humilde é permitir que a vontade de Deus floresça em nossa vida. João Batista viveu assim. Nunca se considerou “a cereja do bolo”. E embora corajoso e decidido, se manteve humilde ao longo de seu ministério.
Você é humilde?
CONCLUSÃO
Eu quis partilhar com você algumas poucas características da pessoa de João Batista: Ele era santo, disciplinado, reformador, estudioso, sociável, singular, um pregador entusiasta, humilde.
Você consegue imaginar o efeito de alguém com essas características convivendo com outras pessoas?
O efeito será extraordinário, assim como foi a vida de João Batista. “Muitos deram ouvidos a suas instruções. Muitos sacrificaram tudo, a fim de obedecer. Multidões seguiam a esse novo mestre de um lugar para outro”.
Tudo o que eu escrevi pode ser resumido nesta frase: “Mais do que apenas impacto ou admiração, a vida de um verdadeiro cristão causa efeito transformador na vida das pessoas ao redor”.

Para compreender mais sobre a pessoa e ministério de João Batista, veja o vídeo a seguir:
Share:

Publicações do blog

Estudo bíblico O Grande Conflito

Versão em Espanhol

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Sobre o Autor:

Jair Gomes Silva é aluno do curso de Teologia da Faculdade Adventista da Amazônia. Tem grande interece pela área da teologia histórica. Ama fazer evangelismos e ganhar almas para Cristo.